
ACHTUNG!!! post imenso e sem moral da história, recomendo pular.
Eu adoro meus sonhos e tenho carinho especial pelos pesadelos. Boy, como eu queria ser tão criativa nas outras 18h do meu dia. Enfim, já tem um tempinho, mas esse sonho merece ser publicado. Aliás, enquete: "quem já sonhou com o Raul?!".
Sabe quando a gente tem um sonho MUITO REAL, e tentamos com todas as forças contar pra alguém toda a impressão de como aquilo foi uma experiência extracorporal, mas tudo o que recebemos de volta é um "ahan, eu já tive isso" que nunca parece o bastante?! Então.
Naquele dia que não gravei qual foi, eu morri. Dizem que sonhos de morte são comuns, mas eu nunca tinha morrido oniricamente, sempre que ia morrer, eu acordava. Enfim, nesse sonho eu estava na cama de um hospital, dizendo pra minha mãe não se preocupar porque "eu sabia mesmo que iria morrer cedo". Realmente, eu sempre tive essa impressão, mas uma cartomante disse que não deve ser assim (aah, ufa). Aí, eu morria. Eu pegava um ônibus que passava muito rápido por lugares escuros, com ar avermelhado e borrado e com cachorros bem raivosos e toda essa definição meio dantesca/clichê de inferno...
Mas, depois eu estava de volta ao hospital, perambulando pelos corredores e me perguntando se eu tinha mesmo morrido. Pra conferir, tentei falar com alguém, testar se eles me viam. O que se pergunta nessas horas? "Onde é o banheiro, por favor?!!!"
Um cara respondeu "É lá embaixo". Muito agradecida eu comecei a descer ali mesmo, atravessando o chão na minha imaterialidade de gasparzinho, pensando em como eu deveria ter sido mais boazinha pra usar o banheiro do andar de cima. Cheguei num banheiro mesmo, onde umas garotas conversavam e colocavam seus collants e polainas (na época, eu tava fazendo jazz).
Elas não me viram, então eu disse o que só eu poderia dizer: "oi, eu sou nova por aqui!". Bom, como eu geralmente dou sorte, ao invés de rasgarem as lycras de rir, elas me acolheram e disseram "anda, vamos pro palco".
no palco, um professor mandava a gente se alongar... as madeiras tinham farpas e pregos que estavam me machucando... quando reclamei, ele respondeu algo que me arrepia até agora pelo 'mó' sentido que faz: "você ainda está muito ligada ao seu corpo na Terra. É assim mesmo, com o tempo e os exercícios isso passa".
Bom, comecei a conversar com ele, pedi ajuda, perguntei se poderia ver a minha avó ('por enquanto, não'), se eu iria trabalhar ('por enquanto, não') e - debochem muito da minha nerdice -se lá tinha faculdade de artes ('!!!não da forma que você imagina!!!').
Ele me deixou sozinha e... o que eu fui fazer?! Assombrar os vivos, óbvio! Fui atrás do meu namorado, que nem sabia que eu tinha morrido e, pra agravar o caso de descaso, estava num show de rock!!!! tudo bem, amor, eu faria o mesmo pelo show da Avril... (pra evitar a minha própria difamação, tava implícito, mas isso foi uma ironia). Eu tentava falar com ele, acenar, fazer ventinho, passar por dentro dele e nada... so much for comunicação interespiritual, hein?! zero sintonia, amor! mas eu te amo assim mesmo, é que o som tava alto, as vibrações da percussão do slipknot eram insuperáveis... (apesar de alguns acharem coerente, não teve ironia nessa do slipknot, a gente gosta mesmo, e daí?!).
Aí é que o negócio ficou louco. Eu sempre gostei da terceira idade, tenho uma paixão por velhinhos e amo amo amo, quase todos eles. E foi justamente um dos mais amáveis senhores globais que veio me receber, junto com um comitê de desconhecidos (eu não reconheci nenhum dos outros, apesar de já ter comparecido a alguns enterros...). Raul Cortez, caros amigos, me dá as boas-vindas com uma caixa de vinhos (!). Claro que eu pensei "como raios vou tomar vinho nessas condições", mas lembrei bem do meu apego ao meu corpo na Terra e ele gostava muito de um 'bebo socialmente'. Olhei pra caixa e pensei: "nossa, esse vinho é do bom!", como se eu fosse exímia enochata, quando na verdade sou do tipo garrafão de dois reais. Mentira. Eu sou finapracaralho, como já dizia o emoticon.
Aí, eu tentei procurar a minha avó maravilhosa mas, obviamente, quando chega na parte interessante, sonho acaba - senão não é sonho, é aquilo que a gente fecha os olhos, imagina e acredita forte que é.
Acordei e chorei muito. Não acreditava que eu estava realmente viva. Me senti tendo uma segunda chance e entrei naquele papo de que "passei a ver a vida de outra forma" até a semana seguinte, quando voltei ao estado bipolar este lado para baixo.
Sabe quando a gente tem um sonho MUITO REAL, e tentamos com todas as forças contar pra alguém toda a impressão de como aquilo foi uma experiência extracorporal, mas tudo o que recebemos de volta é um "ahan, eu já tive isso" que nunca parece o bastante?! Então.
Naquele dia que não gravei qual foi, eu morri. Dizem que sonhos de morte são comuns, mas eu nunca tinha morrido oniricamente, sempre que ia morrer, eu acordava. Enfim, nesse sonho eu estava na cama de um hospital, dizendo pra minha mãe não se preocupar porque "eu sabia mesmo que iria morrer cedo". Realmente, eu sempre tive essa impressão, mas uma cartomante disse que não deve ser assim (aah, ufa). Aí, eu morria. Eu pegava um ônibus que passava muito rápido por lugares escuros, com ar avermelhado e borrado e com cachorros bem raivosos e toda essa definição meio dantesca/clichê de inferno...
Mas, depois eu estava de volta ao hospital, perambulando pelos corredores e me perguntando se eu tinha mesmo morrido. Pra conferir, tentei falar com alguém, testar se eles me viam. O que se pergunta nessas horas? "Onde é o banheiro, por favor?!!!"
Um cara respondeu "É lá embaixo". Muito agradecida eu comecei a descer ali mesmo, atravessando o chão na minha imaterialidade de gasparzinho, pensando em como eu deveria ter sido mais boazinha pra usar o banheiro do andar de cima. Cheguei num banheiro mesmo, onde umas garotas conversavam e colocavam seus collants e polainas (na época, eu tava fazendo jazz).
Elas não me viram, então eu disse o que só eu poderia dizer: "oi, eu sou nova por aqui!". Bom, como eu geralmente dou sorte, ao invés de rasgarem as lycras de rir, elas me acolheram e disseram "anda, vamos pro palco".
no palco, um professor mandava a gente se alongar... as madeiras tinham farpas e pregos que estavam me machucando... quando reclamei, ele respondeu algo que me arrepia até agora pelo 'mó' sentido que faz: "você ainda está muito ligada ao seu corpo na Terra. É assim mesmo, com o tempo e os exercícios isso passa".
Bom, comecei a conversar com ele, pedi ajuda, perguntei se poderia ver a minha avó ('por enquanto, não'), se eu iria trabalhar ('por enquanto, não') e - debochem muito da minha nerdice -se lá tinha faculdade de artes ('!!!não da forma que você imagina!!!').
Ele me deixou sozinha e... o que eu fui fazer?! Assombrar os vivos, óbvio! Fui atrás do meu namorado, que nem sabia que eu tinha morrido e, pra agravar o caso de descaso, estava num show de rock!!!! tudo bem, amor, eu faria o mesmo pelo show da Avril... (pra evitar a minha própria difamação, tava implícito, mas isso foi uma ironia). Eu tentava falar com ele, acenar, fazer ventinho, passar por dentro dele e nada... so much for comunicação interespiritual, hein?! zero sintonia, amor! mas eu te amo assim mesmo, é que o som tava alto, as vibrações da percussão do slipknot eram insuperáveis... (apesar de alguns acharem coerente, não teve ironia nessa do slipknot, a gente gosta mesmo, e daí?!).
Aí é que o negócio ficou louco. Eu sempre gostei da terceira idade, tenho uma paixão por velhinhos e amo amo amo, quase todos eles. E foi justamente um dos mais amáveis senhores globais que veio me receber, junto com um comitê de desconhecidos (eu não reconheci nenhum dos outros, apesar de já ter comparecido a alguns enterros...). Raul Cortez, caros amigos, me dá as boas-vindas com uma caixa de vinhos (!). Claro que eu pensei "como raios vou tomar vinho nessas condições", mas lembrei bem do meu apego ao meu corpo na Terra e ele gostava muito de um 'bebo socialmente'. Olhei pra caixa e pensei: "nossa, esse vinho é do bom!", como se eu fosse exímia enochata, quando na verdade sou do tipo garrafão de dois reais. Mentira. Eu sou finapracaralho, como já dizia o emoticon.
Aí, eu tentei procurar a minha avó maravilhosa mas, obviamente, quando chega na parte interessante, sonho acaba - senão não é sonho, é aquilo que a gente fecha os olhos, imagina e acredita forte que é.
Acordei e chorei muito. Não acreditava que eu estava realmente viva. Me senti tendo uma segunda chance e entrei naquele papo de que "passei a ver a vida de outra forma" até a semana seguinte, quando voltei ao estado bipolar este lado para baixo.
4 comentários:
Mirabels, meu amor.
ESSE POST FOI MARAVILHOSO, e olha q eu já sabia o sonho, muito bom msm, amei.
vc nasceu pra postar.
q talento!
amei mil vezes. n tira nunca mais.
õ/
aiô
silver!
ela leu?!!!
se isso não é amor... eu não sei o que é!
UHAUHAHUHUAHUUAHUHUAHUHA! ô se é.. ♥
Você já tinha me falado sobre esse sonho. Lendo ele com calma, assim, fica mais impressionante ainda.
Putz, queria fazer posts fodas assim...
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