Bom, tudo começou quando a Pat, cadela que mora na casa do meu avô, deu uma escapadinha safada e voltou com 12 herdeiros. Três não resistiram ao parto e ficaram nove fofos que precisariam encontrar um novo lar. Peguei duas pra mim, Lola e Frida, doei 5 e duas ficaram lá. Ontem, consegui um lar pra uma delas, a Shakira, mas o futuro dono não apareceu. Então, cuidei dela por um dia.
Ela chegou apavorada, babando muito, e a coloquei junto das irmãs, mas sei lá se 2 meses depois elas ainda se reconhecem. Assim que comecei a colocar água, comida, fazer carinho e evitar que as minhas brigassem com ela, veio o primeiro soco no estômago: um olhar de agradecimento, direto, fulminante. Depois ela começou a perder um pouco do medo, brincava com as meninas, vinha até mim, lambia minha mão e se enroscava nas minhas pernas. E já abanava o rabinho, antes colado entre as pernas.
Hoje, seu novo dono veio buscar. Peguei-a no colo e ela cravou as unhas em mim e me olhou com cara de 'não me deixe'. Estou chorando compulsivamente.
Resolvi escrever esse texto quase cafona por um motivo só: doei cinco dos outros cachorrinhos, três deles ficaram um dia ou quase isso aqui em casa. Sempre rola a dúvida se a pessoa vai cuidar de fato, dá uma insegurança, mas em nenhuma dessas vezes doeu tanto quanto ao doar a Shakira. Vai entender...
Boa sorte nessa vida, cã.

2 comentários:
ô querida! chola não! vou aí te contar uma piada.
te amo, ó, que legal :)
e outra coisa: hj é niver de Frida
wow!
õ/
Shakira é nome de guerreira
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